Pretos Velhos - História
- Simoni Camargo
- 10 de mar. de 2017
- 2 min de leitura

A primeira manifestação relatada da Linha dos Pretos Velhos, é descrita na história de Pai Zélio de Moraes : no dia em que houve a manifestação do Sr. Caboclo das 7 Encruzilhadas, na casa que em seguida seria batizada de Nossa Sra. da Piedade, nesse mesmo dia houve a manifestação de Pai Antônio. O espírito do ex-escravo ali incorporado parecia sentir-se nada à vontade. Curvado, alquebrado, evitou ficar na mesa. “-Nêgo num senta não, sinhô ... Nêgo fica aqui mermo... Isso é coisa de sinhô branco, i nêgo deve arrespeitá. Nêgo fica aqui nu toco, qui é o lugá di nêgo”. Estava firmada ali, a presença do Preto Velho na Umbanda. E esse trejeito humilde, simples, honesto, sem pedir nada em troca, sempre em nome do Pai Criador, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, essa naturalidade cativa dia a dia os filhos de Umbanda e todos aqueles que procuram ajuda nos templos. E se em suas manifestações trazem plasmadas as formas de suas existências como escravos, saibam que essas falanges acolhem muitos e muitos espíritos afins com suas vibrações de Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Sabedoria e Vida, que não necessariamente foram escravos em suas existências anteriores.
A naturalidade de um Preto-Velho é indescritível. É algo que sentimos, e se de coração aberto estivermos para absorvê-la como benção, então durará muito em nosso íntimo. Ao ver um Preto-Velho em terra, pitando seu cachimbo, sentado em seu banquinho, não tenha vergonha, ajoelhe-se e peça sua benção. Com certeza ele está ali, em seu banquinho, baixinho perto do chão, para que segurando em nossas mãos clamem ao criador bênçãos de Paz, Saúde, Harmonia, Prosperidade e Fé, muita Fé!
Saravá Senhores e Senhoras das Correntes de Pretos Velhos! Axé! Salve as Almas! Vossa Benção!